Rédea trançada, redonda ou chata: cada uma tem a sua hora
Saiba a diferença entre rédea trançada redonda, chata, lisa e com botões, e descubra qual delas combina melhor com a sua montaria.
Saiba a diferença entre rédea trançada redonda, chata, lisa e com botões, e descubra qual delas combina melhor com a sua montaria.
A rédea é o telefone entre o cavaleiro e o cavalo. Cada modelo carrega uma sensação diferente na mão, e quem monta muito sabe que a escolha muda o jeito de conduzir.
A rédea trançada redonda é a queridinha do peão. Ela escorrega bem entre os dedos, dá pra soltar e recolher rápido, e o desenho da trança ainda faz uma massagem na mão em jornada longa. É a rédea da comitiva, da lida com gado, da prova de marcha. Em couro cru ou em couro tratado, dura uma vida quando bem cuidada.
A rédea trançada chata entrega mais firmeza. Não rola tanto na mão, o que ajuda em manobras precisas e em cavalo de doma mais fresca. Os trançados largos, de oito ou dezesseis cabos, ficam bonitos no arreio e são tradicionais em montaria de apresentação.
A rédea redonda lisa, sem trança, geralmente em couro torcido ou costurado, é a mais leve e a mais fina ao toque. Aparece muito em cavalo de boca macia, onde o cavaleiro quer transmitir comando com o mínimo de esforço. Pede mão experiente, porque qualquer puxão exagerado o cavalo sente na hora.
Tem ainda as rédeas com botões trançados, aqueles nós ornamentais espaçados na extensão. Não são só beleza. Eles servem de referência tátil, ajudam a manter a mesma altura nas duas mãos e dão pegada extra quando o couro escorrega de molhado.
Na hora de escolher, pergunte a si mesmo: vou tocar boi, vou andar de domingo, vou competir? A resposta entrega a rédea certa. E sempre vale ter mais de um par no arreio, porque cavalo bom merece tralha à altura do dia.
A rédea trançada redonda. Ela escorrega bem entre os dedos, recolhe rápido e aguenta a jornada longa sem cansar a mão. É o modelo tradicional do peão de boiadeiro.
Não é questão de melhor ou pior, é de propósito. Mais cabos deixam a trança mais densa, com mais resistência e visual mais trabalhado. Menos cabos rendem rédea mais leve e flexível. Oito cabos é o equilíbrio mais comum.
Não é o ideal. Rédea lisa transmite o comando muito direto, e cavalo bruto tende a se assustar com o estímulo súbito. Comece com rédea trançada redonda, que perdoa pequenas falhas de mão.
Pelo contrário. Os botões viram referência tátil, ajudam a manter a mão sempre na mesma altura e dão segurança extra quando o couro está molhado de chuva ou suor.
Décadas. Rédea de couro cru bem hidratada, guardada em local arejado e usada com responsabilidade atravessa gerações. Conheço peão que herdou rédea do pai e ainda usa.